<div class="elementor-post__thumbnail elementor-fit-height imagem_injetada" style="margin-bottom:7px; display:none;"><img width="300" height="168" src="https://www.femama.org.br/site_old/_files/noticia/500/0.673420001430255076.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt=""></div><div class="elementor-post__thumbnail elementor-fit-height imagem_injetada" style="margin-bottom:7px; display:none;"><img width="300" height="168" src="https://www.femama.org.br/site_old/_files/noticia/500/0.673420001430255076.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt=""></div>{"id":21126,"date":"2015-04-28T00:00:00","date_gmt":"2015-04-28T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/femama.org.br\/site_novo\/noticias-recentes\/olho-no-espelho-e-sinto-um-vazio-mulheres-vitimas-do-cancer-esperam-por-anos-por-reconstrucao-da-mama\/"},"modified":"2015-04-28T00:00:00","modified_gmt":"2015-04-28T03:00:00","slug":"olho-no-espelho-e-sinto-um-vazio-mulheres-vitimas-do-cancer-esperam-por-anos-por-reconstrucao-da-mama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/femama.org.br\/site\/noticias-recentes\/olho-no-espelho-e-sinto-um-vazio-mulheres-vitimas-do-cancer-esperam-por-anos-por-reconstrucao-da-mama\/","title":{"rendered":"Olho no espelho e sinto um vazio: mulheres v\u00edtimas do c\u00e2ncer esperam por anos por reconstru\u00e7\u00e3o da mama"},"content":{"rendered":"<p><p style=\"text-align: justify;\">\n\tH&aacute; dois anos, entrou em vigor a Lei n&ordm; 12.802 que garante acesso no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) &agrave; cirurgia pl&aacute;stica reparadora em mulheres que retiraram a mama em raz&atilde;o do c&acirc;ncer. No dia 25 de abril de 2013, pacientes que acabavam de receber o diagn&oacute;stico, quem j&aacute; estava em tratamento e, principalmente, mulheres que j&aacute; tinham sido mutiladas pela doen&ccedil;a e esperavam na fila pelo procedimento se encheram de esperan&ccedil;a. Na grande maioria dos casos, em v&atilde;o. Dados da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) mostram que apenas 10% das brasileiras que passam pela cirurgia de retirada da mama conseguem a reconstru&ccedil;&atilde;o imediata do seio. Apesar de o dado ser anterior &agrave; lei e de ter havido um aumento de 16% nas cirurgias de reconstru&ccedil;&atilde;o mam&aacute;ria entre 2013 e 2014, especialistas e mulheres reafirmam que a realidade no pa&iacute;s est&aacute; longe do que a legisla&ccedil;&atilde;o prev&ecirc;. Vale ressaltar que, no Brasil, o sistema p&uacute;blico &eacute; respons&aacute;vel por 85% de todos os tratamentos de c&acirc;ncer.<br \/>\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tA faxineira Ala&iacute;de Figueiredo Moreira, de 58 anos, e a cozinheira aposentada Geralda Concei&ccedil;&atilde;o de Souza, 60, esperam o dia em que o retrato refletido no espelho colocar&aacute; um ponto final na hist&oacute;ria do diagn&oacute;stico de c&acirc;ncer de mama. Mesmo com os avan&ccedil;os da medicina e as abordagens cada vez mais personalizadas, o tratamento do c&acirc;ncer &eacute; de grande impacto e n&atilde;o altera apenas a imagem, mas interfere na sexualidade, na qualidade de vida, na autoestima. Para a plena supera&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, as cicatrizes, tanto f&iacute;sicas quanto emocionais, precisam ficar para tr&aacute;s para que essas duas mulheres possam, por exemplo, colocar um biqu&iacute;ni e curtir um dia de sol na praia sem se sentirem constrangidas pela falta do seio.<br \/>\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t&ldquo;Desde a cirurgia que eu nunca mais coloquei um decote, tem momentos que eu ainda me envergonho e me sinto triste, mas que seja feita a vontade de Deus&rdquo;, afirma Ala&iacute;de que est&aacute; h&aacute; dois anos e meio na fila para reconstru&ccedil;&atilde;o do seio esquerdo. Geralda, que vive a expectativa da cirurgia h&aacute; um ano e quatro meses, completa: &ldquo;Eu gosto muito de praia e clube, mas n&atilde;o posso ir. Se eu coloco mai&ocirc;, mesmo com o enchimento, fica vis&iacute;vel. A gente fica chateada, se olha no espelho e sente aquele vazio&rdquo;, diz. No lugar do seio que amamentou a filha &uacute;nica de Ala&iacute;de e os tr&ecirc;s filhos de Geralda, essas mulheres usam um enchimento feito com alpiste.<br \/>\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tDe acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia &#8211; Regional Minas Gerais, Cl&eacute;cio Lucena, para que a Lei n&ordm; 12.802 de 2013 seja cumprida em sua integridade e as brasileiras tenham acesso &agrave; reconstru&ccedil;&atilde;o imediata da mama tr&ecirc;s condi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o fundamentais: &ldquo;O hospital precisa fornecer toda a infraestrutura adequada para o procedimento cir&uacute;rgico, a pr&oacute;tese precisa estar dispon&iacute;vel e a equipe da institui&ccedil;&atilde;o capacitada para a cirurgia pl&aacute;stica&rdquo;. A boa not&iacute;cia, segundo Cl&eacute;cio Lucena, &eacute; que os pr&oacute;prios mastologistas est&atilde;o cada vez mais se tornando autossuficientes para realizar a cirurgia de retirada do tumor e a reconstrutora da mama. Dessa forma, tem-se aumentado o n&uacute;mero de profissionais habilitados.<br \/>\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tO mastologista &eacute; categ&oacute;rico quanto aos benef&iacute;cios da reconstru&ccedil;&atilde;o imediata do seio. &ldquo;Pelas claras evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas, mas tamb&eacute;m pela experi&ecirc;ncia profissional, s&atilde;o grandes os efeitos psicossociais nas mulheres que n&atilde;o tem acesso &agrave; cirurgia imediata de reconstru&ccedil;&atilde;o. Elas ficam estigmatizadas, se afastam de suas atividades, se sentem constrangidas e n&atilde;o t&ecirc;m vida social normal. Sabemos que as mulheres com boa autoestima evoluem melhor em rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento como um todo&rdquo;.<br \/>\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tPara 2015, o Instituto Nacional do C&acirc;ncer (INCA) prev&ecirc; 52 mil novos casos de c&acirc;ncer de mama no Brasil. Em 2014, segundo o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, foram realizados pelo SUS mais de 13,6 milh&otilde;es de procedimentos oncol&oacute;gicos, entre radioterapia, quimioterapia e cirurgia oncol&oacute;gica. Considerando apenas o tratamento para c&acirc;ncer de mama no SUS, foram registrados mais de 4 milh&otilde;es de procedimentos no ano passado.<br \/>\n\t&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Luta pela vida<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>\tAla&iacute;de e Geralda tamb&eacute;m reclamam que a aus&ecirc;ncia de um dos seios prejudica os movimentos e provocam dor. &ldquo;Eu ando um pouco torta j&aacute; que minha mama direita &eacute; grande e pesada&rdquo;. Al&eacute;m da cirurgia que mutilou um dos lados, Ala&iacute;de passou por seis sess&otilde;es de quimioterapia, 26 de radioterapia e agora est&aacute; na &uacute;ltima fase do tratamento, a hormonioterapia. A hist&oacute;ria da faxineira teve ainda um cap&iacute;tulo infeliz que atrasou o in&iacute;cio do tratamento em quase dois anos. &ldquo;Eu descobri o c&acirc;ncer no dia 6 de junho de 2010. Estava no banho e senti um carocinho, fiz v&aacute;rios exames e bi&oacute;psias que confirmaram a suspeita, mas a cirurgia foi em 1&ordm; de novembro de 2012&rdquo;, conta. A faxineira, que andava para cima e para baixo com todos os seus exames e laudos, foi assaltada, os ladr&otilde;es levaram tudo, incluindo essa documenta&ccedil;&atilde;o, e Ala&iacute;de precisou recome&ccedil;ar do zero todo o processo.<br \/>\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tGeralda Concei&ccedil;&atilde;o de Souza operou em 5 de dezembro de 2013. Na hist&oacute;ria do seu diagn&oacute;stico tamb&eacute;m n&atilde;o faltaram percal&ccedil;os. A cozinheira suspeitou do c&acirc;ncer ap&oacute;s sentir um n&oacute;dulo na mama direita, mas nem o ultrassom ou a mamografia atestaram a doen&ccedil;a. Seis meses depois, entretanto, uma bi&oacute;psia confirmou o tumor. &ldquo;A not&iacute;cia me desabou, passaram tantos pensamentos ruins pela minha cabe&ccedil;a, chorei muito, mas pensei: &lsquo;se tantas pessoas enfrentam por que n&atilde;o posso?&rsquo; Foi ent&atilde;o que comecei a quimioterapia para, primeiro, diminuir o tamanho do tumor, e s&oacute; depois operei&rdquo;, relata. Foram oito meses de quimio em intervalos de 21 dias, 28 sess&otilde;es de radioterapia, a mastectomia e a medica&ccedil;&atilde;o que Concei&ccedil;&atilde;o toma at&eacute; hoje.<br \/>\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tAtualmente, al&eacute;m das blusas de renda que ela afirma n&atilde;o se sentir &agrave; vontade para usar e o desejo de ir &agrave; praia, a cozinheira diz que tem sentido muita dor na coluna: &ldquo;Um lado do meu corpo &eacute; mais pesado que o outro&rdquo;. Na &eacute;poca em que ficou sem os cabelos e usou e abusou de len&ccedil;os e perucas, ela conta ter se surpreendido pelo fato de ningu&eacute;m ter zombado de sua apar&ecirc;ncia. &ldquo;As pessoas olham, olham muito, mas ningu&eacute;m comenta e ningu&eacute;m ri&rdquo;, relata.<br \/>\n\t&nbsp;<\/p>\n<p>\n<strong>Identidade feminina<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>\tEspecialista em oncologia, a psic&oacute;loga da Oncocentro Fl&aacute;via Santos refor&ccedil;a o estigma que a doen&ccedil;a carrega e que bate de frente com a identidade feminina. &ldquo;Al&eacute;m da queda do cabelo, da mutila&ccedil;&atilde;o, das consequ&ecirc;ncias para a libido e a sexualidade, as mulheres ainda t&ecirc;m muita dificuldade em visualizar a pr&oacute;pria imagem corporal, o que afeta diretamente a autoestima&rdquo;, pondera. Segundo ela, pacientes do setor privado que t&ecirc;m a possibilidade da reconstru&ccedil;&atilde;o imediata da mama conseguem refazer a identidade corporal mais rapidamente. &ldquo;Aquela que faz a mastectomia, tende a repelir o outro por n&atilde;o querer ser vista naquela situa&ccedil;&atilde;o e a rela&ccedil;&atilde;o mais afetada por essa postura &eacute; a de marido e mulher. No caso das solteiras, a tend&ecirc;ncia &eacute; se fechar na busca por um relacionamento&rdquo;, refor&ccedil;a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<br \/>\n\tPor essa raz&atilde;o, a abordagem a pacientes com c&acirc;ncer deve ser multidisciplinar e contemplar o processo de aceita&ccedil;&atilde;o da realidade no momento do diagn&oacute;stico e durante todo o tratamento. &ldquo;A ideia da imperfei&ccedil;&atilde;o e a dificuldade em se olhar no espelho impactam profundamente o lado afetivo da vida dessas mulheres. Nesses casos, &eacute; importante o acompanhamento tamb&eacute;m dos familiares para evitar o desencontro. O que percebemos &eacute; que a vis&atilde;o que a paciente tem de que o parceiro n&atilde;o vai gostar dela n&atilde;o &eacute; uma realidade. Saber como o parceiro se sente &eacute; uma maneira de se compreender melhor e propicia um tratamento mais tranquilo&rdquo;, afirma. Fl&aacute;via Santos refor&ccedil;a que a mulher que se permite ser apoiada, que n&atilde;o se isola, que aceita a ajuda dos familiares e amigos est&aacute; prevenindo tanto a ansiedade quanto a depress&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Reconstru&ccedil;&atilde;o imediata: nem sempre poss&iacute;vel<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<br \/>\n\t&Eacute; importante dizer que a reconstru&ccedil;&atilde;o imediata da mama n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel em todos os casos. Tamb&eacute;m &eacute; verdade que a retirada do seio n&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria em todas as situa&ccedil;&otilde;es em que o c&acirc;ncer &eacute; diagnosticado. O mastologista Cl&eacute;cio Lucena explica que o tratamento do c&acirc;ncer de mama avalia tr&ecirc;s polos principais. O primeiro deles &eacute; o est&aacute;gio da doen&ccedil;a. &ldquo;A regra b&aacute;sica &eacute; quanto mais avan&ccedil;ada esteja a doen&ccedil;a, maior &eacute; a possibilidade de se fazer a mastectomia. Por isso, o diagnostico precoce &eacute; fundamental j&aacute; que podemos oferecer &agrave;s pacientes um tratamento menos agressivo&rdquo;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<br \/>\n\tO segundo ponto avaliado &eacute; a caracter&iacute;stica da mama: tamanho do seio versus o tamanho da doen&ccedil;a. &ldquo;Se essa rela&ccedil;&atilde;o for favor&aacute;vel, optamos pelo tratamento conservador. Caso n&atilde;o seja, vamos para o tratamento chamado &lsquo;radical&rsquo;, onde a mastectomia &eacute; necess&aacute;ria&rdquo;, pontua. &Eacute; claro, no entanto, que a opini&atilde;o da paciente &eacute; n&atilde;o apenas considerada como parte da decis&atilde;o. &ldquo;N&atilde;o posso retirar a mama sem que a pessoa entenda a real necessidade e as informa&ccedil;&otilde;es transmitidas pelo m&eacute;dico subsidie uma decis&atilde;o consciente. Se, mesmo assim, n&atilde;o houver concord&acirc;ncia, o especialista dever&aacute; criar uma alternativa para tentar minimizar o impacto da decis&atilde;o da mulher para o tratamento&rdquo;, refor&ccedil;a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<br \/>\n\tO terceiro ponto a ser avaliado &eacute; o da seguran&ccedil;a oncol&oacute;gica que atesta os resultados do tratamento conservador em compara&ccedil;&atilde;o ao tratamento radical. &ldquo;O que &eacute; oferecido como alternativa precisa ser seguro tanto se tirar apenas uma parte da mama quanto no caso da retirada total. No caso do tratamento conservador, por exemplo, entra uma quest&atilde;o matem&aacute;tica: quanto maior for a mama, maior a chance de uma nova doen&ccedil;a. &ldquo;Parte da mama que permanece pode ter uma nova doen&ccedil;a no futuro, independentemente da doen&ccedil;a anterior e n&atilde;o necessariamente ligada &agrave; primeira&rdquo;, detalha o especialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<br \/>\n\tO tratamento para o c&acirc;ncer de mama engloba quatro etapas: cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia. &ldquo;Enquanto a cirurgia e a radioterapia t&ecirc;m o objetivo de retirar o tumor, a quimioterapia e a hormonioterapia tratam c&eacute;lulas do c&acirc;ncer que podem migrar para outros &oacute;rg&atilde;os, ambas t&ecirc;m a fun&ccedil;&atilde;o de prevenir a met&aacute;stase&rdquo;, afirma Lucena. As fases do tratamento dependem de cada caso, mas o mais comum &eacute; que a primeira delas seja sempre a cirurgia. No entanto, existem situa&ccedil;&otilde;es &ndash; caso de tumor m&eacute;dio para grande em que a mulher n&atilde;o quer a mastectomia &ndash; a paciente passa primeiro pela quimioterapia para reduzir o tamanho do sarcoma e, na sequ&ecirc;ncia, faz a cirurgia parcial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<br \/>\n\tO diagn&oacute;stico precoce do c&acirc;ncer de mama tamb&eacute;m influencia diretamente a possibilidade de se fazer a reconstru&ccedil;&atilde;o imediata. &ldquo;Quanto mais avan&ccedil;ada a doen&ccedil;a, menor a indica&ccedil;&atilde;o da cirurgia reparadora na sequ&ecirc;ncia. Nesses casos, a mulher passar&aacute; primeiro pela radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia e, quando completar o tratamento, far&aacute; a reconstru&ccedil;&atilde;o tardia&rdquo;, explica o m&eacute;dico.<\/p>\n<p>\n<strong>Colorir para superar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<br \/>\n\tA pedagoga Ana Paula Azevedo, 43 anos, estava em tratamento contra endometriose quando descobriu o c&acirc;ncer de mama. Ela e o marido tocavam adiante os planos de engravidar quando, depois de um tombo no banheiro em que Ana Paula bateu o seio no vaso sanit&aacute;rio, veio a suspeita do tumor. &ldquo;Duas semanas depois, em outubro de 2013, apareceu um n&oacute;dulo no local da batida, procurei minha ginecologista e ela pediu uma mamografia. Mas era final de ano e tudo para. Foi somente em 2014 que procurei por um atendimento especializado&rdquo;, narra. A cirurgia aconteceu em abril daquele ano e Ana Paula saiu do hospital com um expansor de tecido, t&eacute;cnica de reconstru&ccedil;&atilde;o mam&aacute;ria escolhida pelos especialistas que acompanhavam o caso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<br \/>\n\tEsse expansor, que tem a apar&ecirc;ncia de uma pr&oacute;tese vazia, pode tanto ser colocado logo ap&oacute;s a mastectomia ou posteriormente. Nem toda paciente precisa de expans&atilde;o e a pr&oacute;tese definitiva pode ser de imediato. Nas situa&ccedil;&otilde;es em que o expansor &eacute; utilizado, a paciente recebe periodicamente inje&ccedil;&otilde;es com solu&ccedil;&atilde;o salina at&eacute; que essa &lsquo;bolsa&rsquo; seja preenchida. No caso de Ana Paula, que precisou da quimioterapia logo em seguida ao procedimento cir&uacute;rgico, esse preenchimento foi adiado. &ldquo;Como fiz a mastectomia total, fiquei sem muita pele. Meu seio est&aacute; com o formato redondinho, mas ainda est&aacute; vazio. Em setembro come&ccedil;o a expans&atilde;o, cada m&ecirc;s um pouquinho e quando alcan&ccedil;ar a mesma medida do outro seio, vou retir&aacute;-lo para colocar a pr&oacute;tese&rdquo;, relata. Enquanto aguarda pela cirurgia, a pedagoga utiliza um modelo de suti&atilde; com suporte para uma pr&oacute;tese de tecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<br \/>\n\tApesar de n&atilde;o ser o que acontece com a grande parte de mulheres diagnosticada com c&acirc;ncer de mama, Ana Paula afirma n&atilde;o ter se abalado pelas consequ&ecirc;ncias na apar&ecirc;ncia. &ldquo;Nada me atingiu: nem ficar sem o seio e nem sem o cabelo, o que me chateou foram os sintomas ap&oacute;s a quimioterapia. Ficar presa numa cama sem poder levantar a cabe&ccedil;a me incomodava demais, mas, em todos os momentos, nunca tomei posse dessa doen&ccedil;a para minha vida. Em mar&ccedil;o deste ano recebi a not&iacute;cia de que estou curada&rdquo;, relata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<br \/>\n\tFoi o famoso livro de Johanna Basford, Jardim Secreto, que ajudou Ana Paula a lidar com as dores no corpo, pernas e a indisposi&ccedil;&atilde;o durante a quimioterapia. &ldquo;Ocupei minha mente pintando, era o que eu podia fazer para me distrair&rdquo;, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\t<br \/>\n\tRecentemente, a pedagoga, que integra um grupo p&uacute;blico no Facebook que re&uacute;ne mais de 17 mil membros que compartilham experi&ecirc;ncias sobre a terapia das cores pelos livros de colorir, publicou um de seus trabalhos com a seguinte legenda: &ldquo;No meu cadeado est&aacute; guardado a minha cura. Este livro fez parte do meu medicamento, foi o rem&eacute;dio para minha alma&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>\tEm uma das p&aacute;ginas da obra de Basford, a autora convida seus &lsquo;leitores&rsquo; a desenhar &ldquo;o cadeado que est&aacute; guardando&rdquo;. A pintura de Ana Paula (que ilustra essa reportagem) comoveu os outros integrantes e &eacute; atualmente a imagem que simboliza o grupo na rede social. &rdquo;As pessoas ficam sensibilizadas, o tratamento &eacute; realmente muito sacrificante e doloroso, mas existe cura para o c&acirc;ncer de mama. Cada recado que eu lia sobre o meu desenho, fez passar um filme na minha cabe&ccedil;a. Foram dez meses de tratamento, a sensa&ccedil;&atilde;o &eacute; de que estamos vivas por fora, mas mortas por dentro. O c&acirc;ncer transforma n&atilde;o s&oacute; a vida do paciente, a fam&iacute;lia inteira adoece&rdquo;, afirma.<\/p>\n<p>Publicado em <a href=\"http:\/\/sites.uai.com.br\/app\/noticia\/saudeplena\/noticias\/2015\/04\/24\/noticia_saudeplena,153121\/olho-no-espelho-e-sinto-um-vazio-mulheres-vitimas-do-cancer-esperam.shtml\">Sa&uacute;de Plena<\/a> em 24\/04\/2015<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de mulheres que retiraram o seio no tratamento do c\u00e2ncer e aguardam na fila h\u00e1 anos pela cirurgia reconstrutora que, por lei, deveria ser realizada logo ap\u00f3s o 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