<div class="elementor-post__thumbnail elementor-fit-height imagem_injetada" style="margin-bottom:7px; display:none;"><img width="300" height="168" src="https://www.femama.org.br/site_old/_files/noticia/433/0.421198001413824324.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt=""></div><div class="elementor-post__thumbnail elementor-fit-height imagem_injetada" style="margin-bottom:7px; display:none;"><img width="300" height="168" src="https://www.femama.org.br/site_old/_files/noticia/433/0.421198001413824324.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt=""></div>{"id":21196,"date":"2014-10-20T00:00:00","date_gmt":"2014-10-20T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/femama.org.br\/site_novo\/noticias-recentes\/lideranca-rosa\/"},"modified":"2014-10-20T00:00:00","modified_gmt":"2014-10-20T02:00:00","slug":"lideranca-rosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/femama.org.br\/site\/noticias-recentes\/lideranca-rosa\/","title":{"rendered":"Lideran\u00e7a Rosa"},"content":{"rendered":"<p><p style=\"text-align: justify;\">\n\t<em>Dra. Maira Caleffi, presidente volunt&aacute;ria da Femama e do Imama, fala sobre Outubro Rosa e c&acirc;ncer de mama no Brasil ao Caderno Donna do Jornal Zero Hora (RS)<\/em><\/p>\n<p>\tA figura de Maira Caleffi est&aacute; intimamente ligada ao Outubro Rosa, movimento mundial de mobiliza&ccedil;&atilde;o pela detec&ccedil;&atilde;o precoce do c&acirc;ncer de mama e que tem na m&eacute;dica mastologista uma de suas principais porta-vozes<\/p>\n<p>\tO Outubro Rosa &eacute; um movimento mundial de mobiliza&ccedil;&atilde;o pela detec&ccedil;&atilde;o precoce do c&acirc;ncer de mama. No mundo inteiro s&atilde;o realizadas a&ccedil;&otilde;es para a conscientiza&ccedil;&atilde;o de mulheres das mais variadas idades, culturas e etnias. Lei dos 60 dias Paciente com c&acirc;ncer, cobre seu direito &eacute; o tema da campanha do Outubro Rosa 2014. Em vig&ecirc;ncia h&aacute; um ano e cinco meses, esta lei garante aos pacientes de c&acirc;ncer o direito de iniciarem o tratamento da doen&ccedil;a pelo Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) em no m&aacute;ximo 60 dias ap&oacute;s o diagn&oacute;stico. A campanha promovida pela Femama(Federa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Institui&ccedil;&otilde;es Filantr&oacute;picas de Apoio &agrave; Sa&uacute;de da Mama) tem em MairaCaleffi um de seus principais expoentes. Chefe do servi&ccedil;o de mastologia do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, Maira confunde-se com a cor rosa desta mobiliza&ccedil;&atilde;o que a cada ano amealha mais simpatizantes. Tomou para si, como uma esp&eacute;cie de miss&atilde;o de vida, o compromisso de batalhar para que cada vez menos mulheres busquem ajuda em est&aacute;gios j&aacute; avan&ccedil;ados da doen&ccedil;a. Quando a gente faz essas campanhas de preven&ccedil;&atilde;o de c&acirc;ncer de mama, estamos falando de preven&ccedil;&atilde;o de um mal maior. A campanha &eacute; pela detec&ccedil;&atilde;o precoce. A doen&ccedil;a j&aacute; est&aacute; ali, e o objetivo &eacute; detect&aacute;-la cedo diz. A estimativa do Instituto Nacional do C&acirc;ncer (Inca) &eacute; de que surjam aproximadamente 57 mil novos casos no Brasil s&oacute; neste ano cerca de 4% deles em mulheres com menos de 40 anos. Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro s&atilde;o os Estados com mais incid&ecirc;ncia entre grupos de cem mil mulheres. Apesar de todo o alarde promovido a cada outubro rosa pelo mundo, a falta de informa&ccedil;&atilde;o continua sendo o principal vil&atilde;o da luta contra o c&acirc;ncer de mama. A maioria das mulheres chega ao tratamento em est&aacute;gios avan&ccedil;ados da doen&ccedil;a.<\/p>\n<p>\t&ndash; Ainda hoje, quando falamos em c&acirc;ncer de mama, a rea&ccedil;&atilde;o da maioria das mulheres &eacute; &ldquo;n&atilde;o quero saber&rdquo; &ndash; lamenta.<\/p>\n<p>\tNo hospital onde trabalha est&aacute; sediado o N&uacute;cleo Mama, um dos maiores centros de mastologia da Am&eacute;rica Latina e onde s&atilde;o realizadas em m&eacute;dia 1,3 mil consultas por m&ecirc;s e cerca de 80 cirurgias. Quando n&atilde;o est&aacute; correndo para l&aacute; e para c&aacute; pelos corredores do andar, pode ser vista pelos aeroportos do pa&iacute;s e do exterior militando a favor da causa. &ndash; A milit&acirc;ncia &eacute; meu hobby &ndash; declara. Cinquenta e seis anos, divorciada e m&atilde;e de dois filhos (Thomas, 26, e Nina, 22), Maira formou-se em Medicina na PUCRS em 1981 e fez resid&ecirc;ncia em Ginecologia e Obstetr&iacute;cia no Hospital de Cl&iacute;nicas de Porto Alegre. O restante do aperfei&ccedil;oamento foi buscar l&aacute; fora. &Eacute; PhD pela Universidade de Londres, p&oacute;s-doutora em gen&eacute;tica e c&acirc;ncer pela Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, e um dos 15 membros mundiais do conselho da UICC (International Union for Cancer Control), de Genebra.<\/p>\n<p>\tA Donna, Maira Caleffi tra&ccedil;ou um panorama dessa mobiliza&ccedil;&atilde;o em torno do Outubro Rosa, dos avan&ccedil;os que ainda precisam ser feitos, dos h&aacute;bitos femininos que t&ecirc;m resultado em incid&ecirc;ncias precoces de c&acirc;ncer de mama e do papel das celebridades na conscientiza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; Quando a senhora considera que foi percebida publicamente como l&iacute;der do movimento rosa?<\/p>\n<p>\tMaira Caleffi &ndash; Acredito que tenha sido no in&iacute;cio dos anos 2000, quando comecei a assumir uma lideran&ccedil;a mais p&uacute;blica e a me envolver com as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Em 2008, iluminamos a est&aacute;tua do Cristo Redentor pela primeira vez. Em 2009, fui chamada para receber um pr&ecirc;mio na Casa Branca pela cria&ccedil;&atilde;o do colar de bolas (Maira criou um modelo de colar em que as bolas rosas representam a evolu&ccedil;&atilde;o de um tumor nas mamas). Na ocasi&atilde;o, tive a honra de iluminar de rosa a Casa Branca, ao lado da ex-primeira-dama Laura Bush.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; Quais os avan&ccedil;os que percebe no Estado desde o seu engajamento?<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; Come&ccedil;amos a trabalhar como uma organiza&ccedil;&atilde;o, que &eacute; uma associa&ccedil;&atilde;o de pessoas com interesse em comum, em 1993. Paralelamente ao meu trabalho como m&eacute;dica mastologista, desenvolvemos uma cultura de voluntariado, uma cultura de profissionais e pacientes discutindo as quest&otilde;es do c&acirc;ncer de mama. Com isso, conseguimos aumentar muito a visibilidade da doen&ccedil;a e conscientizar bastante as ga&uacute;chas sobre a gravidade do c&acirc;ncer de mama. Nunca &eacute; o suficiente, mas, h&aacute; 20 anos, se formos pensar, n&atilde;o se falava quase sobre isso. O c&acirc;ncer de mama era tida como &ldquo;a doen&ccedil;a do sil&ecirc;ncio&rdquo;.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; O que foi feito de mais significativo neste per&iacute;odo para esse sil&ecirc;ncio passar a ganhar voz?<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; As mulheres come&ccedil;aram a perder o medo de assumir o diagn&oacute;stico. Come&ccedil;aram a procurar ajuda mais r&aacute;pido. Com isso, houve toda uma mudan&ccedil;a de comportamento.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; Apesar da busca pelo tratamento ter aumentado, ainda &eacute; ineg&aacute;vel afirmar que, apesar toda essa bela campanha de conscientiza&ccedil;&atilde;o, o c&acirc;ncer de mama continua sendo um assunto velado entre muitas pacientes que recebem o diagn&oacute;stico. H&aacute; uma explica&ccedil;&atilde;o?<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; Medo da mutila&ccedil;&atilde;o e, claro, da morte. Se olharmos bem para tr&aacute;s, me refiro h&aacute; mais de 20 anos, o enredo com final infeliz era sempre o mesmo: a paciente tirou a mama e morreu; a paciente tirou a mama, ficou careca e morreu; nossa, mas ela morreu t&atilde;o jovem! C&acirc;ncer de mama estava irremediavelmente sempre ligado &agrave; morte e mutila&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; H&aacute; recursos para n&atilde;o temer essa mutila&ccedil;&atilde;o hoje em dia?<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; Com certeza. A evolu&ccedil;&atilde;o da medicina tem permitido que a gente consiga preservar mais as mamas, dependendo do tamanho do tumor. Mesmo que a paciente seja submetida a uma mastectomia (remo&ccedil;&atilde;o completa da mama) a gente consegue reconstruir a mama. Esses avan&ccedil;os fizeram tamb&eacute;m com que a mulher tivesse menos medo da doen&ccedil;a. Mas &eacute; preciso admitir, como voc&ecirc; bem falou, que ainda hoje, quando falamos em c&acirc;ncer de mama, muitas rea&ccedil;&otilde;es s&atilde;o do tipo &ldquo;eu n&atilde;o quero saber!&rdquo;.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; &Eacute; o tipo de c&acirc;ncer que menos as mulheres querem saber?<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; Sem d&uacute;vida. E esse comportamento est&aacute; intimamente ligado &agrave; feminilidade, &agrave; mulher, &agrave; m&atilde;e, &agrave; f&ecirc;mea, a toda a sexualidade. Elas n&atilde;o ficam t&atilde;o aterrorizadas com um diagn&oacute;stico de c&acirc;ncer de colo de &uacute;tero, com um c&acirc;ncer de pulm&atilde;o &#8211; que vem acometendo cada vez mais mulheres ultimamente &#8211; como ficam com o diagn&oacute;stico de c&acirc;ncer de mama. O c&acirc;ncer de pulm&atilde;o mata r&aacute;pido. &Eacute; pior do que o de mama, na minha opini&atilde;o. Mas o de mama tem toda essa caracter&iacute;stica feminina. Embora j&aacute; existam casos em homens tamb&eacute;m.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; Fale mais sobre isso.<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; Claro que a incid&ecirc;ncia &eacute; bem menor. Trata-se de um caso masculino para cada cem mulheres. Se a cada ano temos 57 mil novas mulheres que recebem o diagn&oacute;stico de c&acirc;ncer de mama, estamos falando de 570 homens com o mesmo diagn&oacute;stico anualmente.<br \/>\n\tDonna &ndash; Me parece que a popula&ccedil;&atilde;o masculina em geral n&atilde;o est&aacute; devidamente conscientizada de que, embora com menor incid&ecirc;ncia, tamb&eacute;m est&aacute; sujeita a desenvolver essa doen&ccedil;a.<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; Ela &eacute; pouco divulgada e ainda bastante desconhecida por parte dos homens, mas &eacute; preciso dizer que &eacute; a mesma doen&ccedil;a. Afinal de contas, ainda que em bem menor quantidade, o homem tamb&eacute;m tem c&eacute;lulas mam&aacute;rias.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; H&aacute; muitos depoimentos de mulheres diagnosticadas com c&acirc;ncer de mama revelando que, t&atilde;o duro quanto sofrer a mutila&ccedil;&atilde;o da mama, &eacute; lidar com a perda de cabelo. A senhora vivencia bastante essa rea&ccedil;&atilde;o?<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; Demais. Na hora em que voc&ecirc; d&aacute; o diagn&oacute;stico para a paciente, come&ccedil;a a passar um filme na cabe&ccedil;a dela &ndash; e este filme sempre traz o cap&iacute;tulo doloroso da perda de cabelo. &Eacute; importante que o m&eacute;dico que lida com o c&acirc;ncer de mama tenha a sensibilidade de se colocar no lugar da paciente. O que ela experimenta naquele momento, ainda que n&atilde;o seja uma dor f&iacute;sica, &eacute; uma dor sentimental imensur&aacute;vel.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; Como funciona o apoio da fam&iacute;lia numa hora dessas?<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; A fam&iacute;lia fica em choque. Tem casos em que d&aacute; um d&oacute; ainda maior da paciente. N&atilde;o bastasse receber o diagn&oacute;stico, ainda tem que segurar a onda da fam&iacute;lia, sobretudo da m&atilde;e. Elas se preocupam muito com a m&atilde;e, porque, claro, qualquer m&atilde;e faria de tudo para receber um diagn&oacute;stico desses no lugar de uma filha. Ent&atilde;o, muitas vezes elas escondem essa doen&ccedil;a dos pais at&eacute; vencerem uma primeira etapa e se sentirem bem e fortes para falar sobre a doen&ccedil;a.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; Voc&ecirc;s fazem algum trabalho de apoio &agrave; paciente e &agrave; fam&iacute;lia?<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; Bastante, porque muitas querem esconder a doen&ccedil;a at&eacute; do marido. Nesses casos, incentivamos o contr&aacute;rio: que o marido seja o cuidador prim&aacute;rio dela, aquela pessoa que a acompanha nos tratamentos e nas consultas.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; A senhora fica abalada enquanto mulher ao dar um diagn&oacute;stico de c&acirc;ncer de mama?<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; Eu me emociono junto com a paciente. Os casos que mais me tocam s&atilde;o daquelas pacientes que estavam querendo engravidar pela primeira vez e, durante a investiga&ccedil;&atilde;o de esterilidade, o c&acirc;ncer se atravessa. A vida d&aacute; uma reviravolta. O desejo de ficar gr&aacute;vida &eacute; imediatamente adiado, ela ainda n&atilde;o tem filhos para garantir algum suporte emocional e que sirva de motivo ainda mais forte para lutar contra a doen&ccedil;a. Essa situa&ccedil;&atilde;o para mim &eacute; a mais dram&aacute;tica. Al&eacute;m de falar na quest&atilde;o da mama, &eacute; preciso falar na preserva&ccedil;&atilde;o de &oacute;vulos, &eacute; preciso saber como o marido ficar&aacute; frente a esta mulher modificada. &Eacute; complicado. E trata-se de uma realidade que vem acontecendo com mais frequ&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; Por alguma raz&atilde;o em especial?<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; As mulheres atrasaram em alguns anos a primeira gravidez e isso contribui para o aparecimento da doen&ccedil;a. Ter filhos mais cedo &eacute; uma forma de preservar as mamas, pois elas ficam mais protegidas depois da amamenta&ccedil;&atilde;o. Isso n&atilde;o quer dizer que agora vamos dizer para nossas filhas ficarem gr&aacute;vidas com 15 anos. Mas, sem d&uacute;vida, atrasar a primeira gesta&ccedil;&atilde;o &eacute; um fator de risco que tem acometido as &uacute;ltimas gera&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; Quais s&atilde;o os outros fatores de risco?<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; O sobrepeso. As mulheres engordaram muito nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Aquela mulher ativa que tinha filho e logo emagrecia e j&aacute; tinha outro filho em seguida praticamente n&atilde;o existe mais. As mulheres eram mais magras e mais ativas. De cada 10 pacientes que v&ecirc;m aqui, oito t&ecirc;m sobrepeso. Al&eacute;m do fato de ser mulher e de ter casos de c&acirc;ncer de mama na fam&iacute;lia, a obesidade &eacute; o grande fator de risco. Muito maior do que postergar a gravidez ou mesmo n&atilde;o ter filhos. H&aacute; dois Estados top em incid&ecirc;ncia de c&acirc;ncer de mama a cada cem mil mulheres: Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. No Rio de Janeiro, a principal justificativa &eacute; a obesidade. Quando falo em Rio, n&atilde;o estou falando daquela cidade de lindas garotas de Ipanema. Me refiro ao outro Rio de Janeiro. L&aacute;, h&aacute; incid&ecirc;ncia &eacute; alta &ndash; e a mortalidade &eacute; alta tamb&eacute;m. O acesso &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica no Rio &eacute; vergonhoso. No Rio Grande do Sul, n&oacute;s verificamos a obesidade e a quest&atilde;o da gordura na dieta. N&atilde;o falo s&oacute; de churrasco, n&atilde;o. Falo daquela dieta de clima frio, rica em gordura, da banha no feij&atilde;o. Temos o costume de reunir a fam&iacute;lia em volta da mesa, da confraterniza&ccedil;&atilde;o em torno da comida &ndash; e as pessoas se jogam. Esses h&aacute;bitos ajudam a aumentar o &iacute;ndice de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o degenerativas, que inclui o c&acirc;ncer, mas tamb&eacute;m o diabetes e as doen&ccedil;as cardiovasculares.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; Digamos que eu sou uma paciente saud&aacute;vel que vem at&eacute; aqui para saber o que est&aacute; a meu alcance fazer no dia a dia para diminuir o risco de desenvolver o c&acirc;ncer de mama. O que a senhora me recomendaria?<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; &Eacute; importante dizer que preven&ccedil;&atilde;o de c&acirc;ncer de mama n&atilde;o existe. Existe, sim, a preven&ccedil;&atilde;o do c&acirc;ncer de colo de &uacute;tero. Ent&atilde;o temos que pensar numa estrat&eacute;gia para, como voc&ecirc; mesma disse, diminuir o seu risco. Quando a gente faz essas campanhas de preven&ccedil;&atilde;o de c&acirc;ncer de mama, estamos falando de preven&ccedil;&atilde;o de um mal maior. A campanha &eacute; pela detec&ccedil;&atilde;o precoce. A doen&ccedil;a j&aacute; est&aacute; ali e o objetivo &eacute; detect&aacute;-la cedo. O que eu recomendaria: ser magra, n&atilde;o ser sedent&aacute;ria, n&atilde;o prorrogar tanto a gravidez para al&eacute;m dos 35 anos e ser mais blindada.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; O que significa ser mais blindada?<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; Aprender a dizer n&atilde;o &ndash; algo que poucas mulheres conseguem. As mulheres t&ecirc;m que entender que elas n&atilde;o precisam ser queridas com todo mundo, algo que est&aacute; embutido na nossa cabe&ccedil;a. Elas v&atilde;o desagradar algumas pessoas e isso &eacute; do jogo da vida. A quest&atilde;o &eacute; que a gente nasceu para agradar e isso gera ansiedade no mundo em que hoje vivemos, porque &eacute; imposs&iacute;vel de ser colocado em pr&aacute;tica. Somos demandadas a ser fortes, l&iacute;deres, chefes, m&atilde;es, mulheres&hellip; &Eacute; imposs&iacute;vel. &Eacute; preciso fazer escolhas. E aprender a dizer n&atilde;o. Muitas mulheres chegam aqui oprimidas, desvalorizadas, angustiadas, tristes, sem conseguir reagir com as demandas do mundo l&aacute; fora e ainda por cima se veem obrigadas a enfrentar uma doen&ccedil;a como o c&acirc;ncer de mama. &Eacute; muito duro. &Eacute; preciso estar forte &ndash; e para estar forte &eacute; preciso aprender a se impor e a impor limites.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; A senhora considera v&aacute;lida a manifesta&ccedil;&atilde;o de celebridades que admitem publicamente ter a doen&ccedil;a como forma de contribui&ccedil;&atilde;o para a conscientiza&ccedil;&atilde;o das mulheres?<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; Muito. Quando algo assim acontece, a procura de mulheres em consult&oacute;rios aumenta consideravelmente, e eu lamento que mais celebridades que est&atilde;o passando ou j&aacute; passaram por isso n&atilde;o se manifestem. A nossa realidade est&aacute; mudando, mas as mulheres ainda sentem vergonha da doen&ccedil;a. Eu morei muitos anos fora e lembro que as mulheres tinham orgulho de dizer que tinham tido c&acirc;ncer e vencido a doen&ccedil;a. Tornavam-se ent&atilde;o sobreviventes, como s&atilde;o chamadas. E sentiam o maior orgulho daquilo. As artistas brasileiras s&atilde;o muito resistentes a admitir o c&acirc;ncer.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; A atriz Patr&iacute;cia Pillar foi um s&iacute;mbolo dessa causa&hellip;<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; (Interrompendo) N&atilde;o acho. Ela apareceu ao lado do ent&atilde;o marido, Ciro Gomes, durante a campanha presidencial de 2002, mas depois n&atilde;o quis tocar no assunto. N&oacute;s, da Sociedade Brasileira de Mastologia, procuramos por ela mais de uma vez &ndash; e ela contribuiu em alguns momentos. Mas n&atilde;o considero que tenha sido um &iacute;cone. Ela nunca quis ficar marcada por isso.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; O que a senhora achou da atitude da atriz Angelina Jolie de submeter-se a uma dupla mastectomia e expor publicamente esta decis&atilde;o?<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; Achei muito interessante a discuss&atilde;o toda. Por outro lado, houve uma interpreta&ccedil;&atilde;o errada por parte de muitas mulheres que manifestaram a vontade de seguir o exemplo sem nem saber se fazem parte de um grupo de risco t&atilde;o alto como o da atriz. &Eacute; preciso deixar claro que, na fam&iacute;lia da Angelina Jolie, familiares diretos, como a m&atilde;e, morreram da doen&ccedil;a. Ela fez o teste gen&eacute;tico e comprovou que tinha o c&acirc;ncer mutado. O que poderia fazer para diminuir o risco? Tirar as mamas &ndash; e foi o que ela fez. Mas tudo sempre com estrito acompanhamento m&eacute;dico e aconselhamento gen&eacute;tico.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; A decis&atilde;o da atriz resultou em demanda de mais mulheres pelo mesmo procedimento?<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; Total! Gerou uma banaliza&ccedil;&atilde;o da mastectomia profil&aacute;tica. H&aacute; muitas mulheres sem aconselhamento gen&eacute;tico fazendo o mesmo. Eu recebo propostas di&aacute;rias para esta cirurgia de mulheres saud&aacute;veis e que sequer t&ecirc;m conhecimento da chance de desenvolver ou n&atilde;o a doen&ccedil;a. Est&aacute; uma onda forte de mastectomia profil&aacute;tica sem indica&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica. Est&aacute; over.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; Qual &eacute; a idade em que a mulher deve fazer a primeira mamografia?<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; A partir dos 40. Se a mulher tem caso de c&acirc;ncer de mama na fam&iacute;lia, o ideal &eacute; que fa&ccedil;a o exame 10 anos antes da familiar de menor idade com a doen&ccedil;a diagnosticada. Por exemplo: se a m&atilde;e dela descobriu o c&acirc;ncer com 39 anos, indica-se que ela comece a fazer mamografia aos 29. Trata-se de um protocolo internacional. Para mulheres saud&aacute;veis, que visitam regularmente o ginecologista, n&atilde;o tem sentido fazer a mamografia antes dos 40, exceto aquelas que colocaram pr&oacute;tese de silicone.<\/p>\n<p>\tDonna &ndash; Qual &eacute; o procedimento a ser seguido por mulheres com pr&oacute;tese?<\/p>\n<p>\tMaira &ndash; Mulheres com pr&oacute;tese de silicone tornam-se imediatamente pacientes de mastologistas. Por qu&ecirc;? Torna-se mais dif&iacute;cil apalpar a mama, e o m&eacute;dico precisa saber diferenciar durante exame cl&iacute;nico o que &eacute; pr&oacute;tese e o que &eacute; n&oacute;dulo. Os exames s&atilde;o diferentes, e as bi&oacute;psias s&atilde;o diferentes. H&aacute; um corpo estranho ali, portanto &eacute; a um mastologista que ela precisa ir para o acompanhamento das mamas, e n&atilde;o a um ginecologista.<\/p>\n<p>\n\t<em>Entrevista publicada nos Jornais Zero Hora (RS) e Di&aacute;rio Catarinense (SC) em 19\/10\/2014<\/em><br \/>\n\t&nbsp;<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dra. Maira Caleffi, presidente volunt\u00e1ria da Femama e do Imama, fala sobre Outubro Rosa e c\u00e2ncer de mama no Brasil ao Caderno Donna do Jornal Zero Hora (RS)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-21196","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-recentes"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Lideran\u00e7a Rosa | FEMAMA<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/femama.org.br\/site\/noticias-recentes\/lideranca-rosa\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Lideran\u00e7a Rosa | FEMAMA\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Dra. Maira Caleffi, presidente volunt\u00e1ria da Femama e do Imama, fala sobre Outubro Rosa e c\u00e2ncer de mama no Brasil ao Caderno Donna do Jornal Zero Hora (RS)\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/femama.org.br\/site\/noticias-recentes\/lideranca-rosa\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"FEMAMA\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/femamabrasil\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2014-10-20T02:00:00+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"gabriel\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@femama_\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@femama_\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"gabriel\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"18 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/noticias-recentes\\\/lideranca-rosa\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/noticias-recentes\\\/lideranca-rosa\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"gabriel\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/b29142fa397d7b6b81efc40a77b11cc8\"},\"headline\":\"Lideran\u00e7a Rosa\",\"datePublished\":\"2014-10-20T02:00:00+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/noticias-recentes\\\/lideranca-rosa\\\/\"},\"wordCount\":3605,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/#organization\"},\"articleSection\":[\"Not\u00edcias recentes\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/noticias-recentes\\\/lideranca-rosa\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/noticias-recentes\\\/lideranca-rosa\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/noticias-recentes\\\/lideranca-rosa\\\/\",\"name\":\"Lideran\u00e7a Rosa | FEMAMA\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2014-10-20T02:00:00+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/noticias-recentes\\\/lideranca-rosa\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/noticias-recentes\\\/lideranca-rosa\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/noticias-recentes\\\/lideranca-rosa\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Lideran\u00e7a Rosa\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/\",\"name\":\"FEMAMA\",\"description\":\"Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Institui\u00e7\u00f5es Filantr\u00f3picas de Apoio \u00e0 Sa\u00fade da Mama | C\u00e2ncer de mama\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/#organization\",\"name\":\"Femama | Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Institui\u00e7\u00f5es Filantr\u00f3picas de Apoio \u00e0 Sa\u00fade da Mama | C\u00e2ncer de mama\",\"url\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/12\\\/logotipo-femama-horizontal.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/12\\\/logotipo-femama-horizontal.png\",\"width\":300,\"height\":92,\"caption\":\"Femama | Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Institui\u00e7\u00f5es Filantr\u00f3picas de Apoio \u00e0 Sa\u00fade da Mama | C\u00e2ncer de mama\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/femamabrasil\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/femama_\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/femama.brasil\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.youtube.com\\\/user\\\/femamaorg\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/femama.org.br\\\/site\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/b29142fa397d7b6b81efc40a77b11cc8\",\"name\":\"gabriel\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/e4c92f9be1169f04ec9350f2fbdf2115001e1c34eff29c7df9aea9b4eb22a84e?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/e4c92f9be1169f04ec9350f2fbdf2115001e1c34eff29c7df9aea9b4eb22a84e?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/e4c92f9be1169f04ec9350f2fbdf2115001e1c34eff29c7df9aea9b4eb22a84e?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"gabriel\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/gabrielpiziolo.com.br\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Lideran\u00e7a Rosa | FEMAMA","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/femama.org.br\/site\/noticias-recentes\/lideranca-rosa\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Lideran\u00e7a Rosa | FEMAMA","og_description":"Dra. Maira Caleffi, presidente volunt\u00e1ria da Femama e do Imama, fala sobre Outubro Rosa e c\u00e2ncer de mama no Brasil ao Caderno Donna do Jornal Zero Hora (RS)","og_url":"https:\/\/femama.org.br\/site\/noticias-recentes\/lideranca-rosa\/","og_site_name":"FEMAMA","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/femamabrasil","article_published_time":"2014-10-20T02:00:00+00:00","author":"gabriel","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@femama_","twitter_site":"@femama_","twitter_misc":{"Escrito por":"gabriel","Est. tempo de leitura":"18 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/femama.org.br\/site\/noticias-recentes\/lideranca-rosa\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/femama.org.br\/site\/noticias-recentes\/lideranca-rosa\/"},"author":{"name":"gabriel","@id":"https:\/\/femama.org.br\/site\/#\/schema\/person\/b29142fa397d7b6b81efc40a77b11cc8"},"headline":"Lideran\u00e7a Rosa","datePublished":"2014-10-20T02:00:00+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/femama.org.br\/site\/noticias-recentes\/lideranca-rosa\/"},"wordCount":3605,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/femama.org.br\/site\/#organization"},"articleSection":["Not\u00edcias recentes"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/femama.org.br\/site\/noticias-recentes\/lideranca-rosa\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/femama.org.br\/site\/noticias-recentes\/lideranca-rosa\/","url":"https:\/\/femama.org.br\/site\/noticias-recentes\/lideranca-rosa\/","name":"Lideran\u00e7a Rosa | FEMAMA","isPartOf":{"@id":"https:\/\/femama.org.br\/site\/#website"},"datePublished":"2014-10-20T02:00:00+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/femama.org.br\/site\/noticias-recentes\/lideranca-rosa\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/femama.org.br\/site\/noticias-recentes\/lideranca-rosa\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/femama.org.br\/site\/noticias-recentes\/lideranca-rosa\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/femama.org.br\/site\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Lideran\u00e7a Rosa"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/femama.org.br\/site\/#website","url":"https:\/\/femama.org.br\/site\/","name":"FEMAMA","description":"Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Institui\u00e7\u00f5es Filantr\u00f3picas de Apoio \u00e0 Sa\u00fade da Mama | C\u00e2ncer de mama","publisher":{"@id":"https:\/\/femama.org.br\/site\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/femama.org.br\/site\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/femama.org.br\/site\/#organization","name":"Femama | Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Institui\u00e7\u00f5es Filantr\u00f3picas de Apoio \u00e0 Sa\u00fade da Mama | C\u00e2ncer de mama","url":"https:\/\/femama.org.br\/site\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/femama.org.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/femama.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/logotipo-femama-horizontal.png","contentUrl":"https:\/\/femama.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/logotipo-femama-horizontal.png","width":300,"height":92,"caption":"Femama | Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Institui\u00e7\u00f5es Filantr\u00f3picas de Apoio \u00e0 Sa\u00fade da Mama | C\u00e2ncer de mama"},"image":{"@id":"https:\/\/femama.org.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/femamabrasil","https:\/\/x.com\/femama_","https:\/\/www.instagram.com\/femama.brasil\/","https:\/\/www.youtube.com\/user\/femamaorg"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/femama.org.br\/site\/#\/schema\/person\/b29142fa397d7b6b81efc40a77b11cc8","name":"gabriel","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e4c92f9be1169f04ec9350f2fbdf2115001e1c34eff29c7df9aea9b4eb22a84e?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e4c92f9be1169f04ec9350f2fbdf2115001e1c34eff29c7df9aea9b4eb22a84e?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e4c92f9be1169f04ec9350f2fbdf2115001e1c34eff29c7df9aea9b4eb22a84e?s=96&d=mm&r=g","caption":"gabriel"},"sameAs":["https:\/\/gabrielpiziolo.com.br"]}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/femama.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21196","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/femama.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/femama.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/femama.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/femama.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21196"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/femama.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21196\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/femama.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21196"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/femama.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21196"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/femama.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21196"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}