
Na terceira edição do Dia da Cobertura Universal em Saúde (Universal Health Coverage Day), realizada no dia 12 de dezembro, uma coalizão global exige que a cobertura universal em saúde seja a base do desenvolvimento sustentável e uma prioridade para todas as nações. A FEMAMA faz parte dessa coalizão desde sua primeira edição, em 2014.
Saúde é um direito humano e a base do desenvolvimento sustentável e da segurança global. A maneira como os serviços de saúde são financiados e fornecidos deve mudar para ser mais justa e mais eficaz.
A cada ano, 1 bilhão de pessoas não podem pagar um médico, não podem pagar por medicamentos ou não têm acesso a outros cuidados médicos essenciais sem correr o risco de se colocarem em situação econômica de risco. A cobertura universal em saúde salva vidas, fortalece nações e é possível em todos os países.
Em 12 de dezembro de 2012 a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução histórica que endossa a Dia da Cobertura Universal em Saúde. Desde então, o Grupo do Banco Mundial e a Organização Mundial da Saúde (OMS) identificaram a Cobertura de Saúde Universal como uma prioridade máxima para o desenvolvimento sustentável. O acesso à saúde deve ser baseado na necessidade e desvinculado da capacidade de pagar.
O que é a Cobertura Universal de Saúde (Universal Health Coverage)?
A Cobertura Universal de Saúde significa que todos podem ter acesso aos serviços de saúde de qualidade que precisam, sem enfrentar privações financeiras.
QUEM: Todas as pessoas, incluindo os mais pobres e mais vulneráveis.
AO QUÊ? Uma gama completa de serviços essenciais de saúde, incluindo prevenção, tratamento, cuidados hospitalares e controle da dor.
COMO: Os custos são divididos entre toda a população através de um pré-pagamento e combinação dos riscos, ao invés de ser sustentado pelos doentes.
Por que investir na Cobertura Universal de Saúde?
A Cobertura Universal de Saúde ajuda a tirar as pessoas da pobreza e promove o crescimento econômico.
– A Cobertura Universal de Saúde é essencial, pois 400 milhões não possuem acesso a um ou mais dos sete serviços de saúde que salvam vidas, incluindo vacinação infantil, controle da malária, tratamento contra HIV/AIDS ou planejamento familiar.
– 17% das pessoas são empurradas para (ou caem ainda mais abaixo da) linha da pobreza de US$ 2 por dia por custos com saúde.
– Quase 1/3 das famílias na África e no sudeste asiático devem pegar dinheiro emprestado ou vender bens para pagar por tratamentos de saúde.
– De 2000 a 2011, melhorias na saúde levaram a um aumento de 24% na renda total nos países em desenvolvimento. A cada US$ 1 investido em saúde, projeta-se um retorno de US$ 9 a US$ 20 ao longo dos próximos 20 anos.
Porque cobertura universal em saúde é possível
– Mais de 70 países, inclusive 30 dos países mais pobres do mundo, já aprovaram leis sobre cobertura de saúde universal. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) é um sistema de cobertura universal.
– Os países que implantaram cobertura de saúde universal estão vendo os benefícios: comunidades mais saudáveis e economias mais fortes.
– Não há uma abordagem geral para a cobertura universal em saúde.
Fontes: Organização Mundial da Saúde, Grupo do Banco Mundial, The Rockefeller Foundation, UNAIDS, Action for Global Health, The NCD Alliance, The Lancet, The Joint Learning Network e outros.



