
A qualidade de vida das pacientes com câncer de mama metastático é um tema de grande relevância para o trabalho da FEMAMA. A percepção falha de que para todas as mulheres no estágio mais avançado da doença só restariam estratégias paliativas, focadas no combate aos sintomas, prejudica o acesso às novas descobertas da medicina, que possibilitam um controle efetivo da evolução da doença, proporcionando a elas mais tempo de vida. Com essa e outras questões em mente, a FEMAMA se propôs a investigar o impacto da doença metastática na vida das pacientes. A pesquisa quer saber, entre outros temas, qual a repercussão do termo “metastática” percebida por elas, sua identificação com a palavra e os desdobramentos de seu uso no acesso ao tratamento e em seus hábitos de vida.
Os resultados preliminares da pesquisa, intitulada “O impacto da doença metastática em pacientes com câncer de mama”, referentes à primeira etapa do estudo, serão apresentados em 28 de janeiro, no 2017 Cancer Survivorship Symposium: Advancing Care and Research (Simpósio de Sobrevivência do Câncer 2017: Cuidado Avançado e Pesquisa), em San Diego, na Califórnia.
Esta etapa da pesquisa compreende a compilação de entrevistas realizadas com 50 pacientes com câncer de mama metastático a respeito de como elas se sentem, o que pensam sobre a doença e como gostariam de ser chamadas. A segunda fase do estudo, ainda não concluída, trabalhará com uma amostra maior de pacientes e traçará um comparativo dessa percepção entre pacientes socialmente vulneráveis e não vulneráveis.
O projeto conta com a parceria do Núcleo Mama do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, no Brasil, e do Georgetown Lombardi Comprehensive Cancer Center, de Washington, nos Estados Unidos.



