
As dificuldades encontradas pelos pacientes do SUS para obter diagnóstico e tratamento foram tema de uma reportagem durante o Jornal do Almoço, transmitido no Rio Grande do Sul, da quinta-feira (22). A presidente da Femama, Dra. Maira Caleffi, e a coordenadora da Seção de Saúde da Mulher, Nadiane Lemos, foram convidadas para falar sobre o tema.
A reportagem mostra o caso da paciente Orotildes Alves Corrêa, que recebeu em julho a indicação de consultar um médico mastologista no Hospital de Clínicas (SUS), após fazer a mamografia. Em outubro, Orotildes ainda não havia recebido atendimento médico. Por meio da intervenção do Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (IMAMA-RS), ONG que preside a Femama, a paciente conseguiu encaminhamento para obter o diagnóstico de câncer de mama, que se confirmou.
Com a ajuda da família e amigos, Orotildes conseguiu fazer a mastectomia em uma clínica particular. Após o procedimento, realizado em 21 de setembro, ela precisa iniciar a radioterapia e dependerá do sistema público, mas novamente enfrenta dificuldades para dar início ao tratamento.
“Nessa situação houve uma falha de comunicação que já foi reconhecida pelo hospital", afirma Nadiane. A coordenadora explica que não há informação de que exista uma fila de espera que cause qualquer atraso no rastreamento ou diagnóstico. Segundo ela, existe uma dificuldade para tratar o tema, pois o estado depende de sistemas de informação do Ministério da Saúde, que infelizmente, não estão contribuindo para que seja possível dar segmento ao atendimento das usuárias.
"Não concordo com a afirmação da Nadiane, pois quando temos a porta para rua, como tem o instituto da MAMA e outras ONGs, percebemos as dificuldades das pacientes", rebateu Dra. Maira. A presidente da FEMAMA completa dizendo que, hoje, um dos principais problemas do atendimento ao paciente é a falta informação dos atendentes da ponta, nas unidades básicas de saúde. No caso específico da Orotildes, havia no exame uma indicação de que o caso demandava urgência, mas isso não foi levado em consideração. Dra. Maira reforça que todas as pessoas têm direito ao atendimento no SUS.
Veja a matéria sobre o caso da paciente Orotildes aqui
Confira a conversa no estúdio do Jornal do Almoço



