
A Femama é uma das 20 instituições selecionadas em todo o mundo pelo Seeding Progress and Resources for the Cancer Community: Metastatic Breast Cancer Challenge (SPARC MBC Challenge), em português, Semeando Progresso e Recursos para a Comunidade do Câncer: Desafio Câncer da Mama Metastático. A iniciativa é da União Internacional do Controle do Câncer (UICC) e Pfizer Inc e tem como objetivo encorajar projetos que supram a lacuna de informação, apoio, conscientização e políticas públicas que existe entre câncer de mama metastático e inicial, além de reduzir o número de mulheres diagnosticadas no estágio metastático do câncer de mama ao redor do mundo. Foram 18 países selecionados e a Federação é uma das duas instituições escolhidas no Brasil.
Através do SPARC MBC Challenge a Femama realizará cinco edições do Ciclo de Debates sobre Câncer de Mama para Parlamentares, uma em cada região do Brasil. A iniciativa da Federação, desenvolvida desde 2014, visa fornecer informações úteis aos parlamentares para que políticas públicas que ampliem o acesso ao tratamento do câncer de mama metastático sejam implementadas e fiscalizadas.
A primeira edição nacional do Ciclo de Debates sobre Câncer de Mama para Parlamentares ocorreu na Câmara Federal, em Brasília, no início de 2014. Até hoje, foram realizadas outras duas edições regionais no Rio Grande do Sul e Paraná. A próxima está prevista para o dia 19 de outubro em Salvador, Bahia. Em conjunto com os ciclos, foram marcadas audiências públicas que tratam do mesmo tema nos estados de Manaus, Sergipe, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte.
Como temática, o câncer de mama metastático tem sido trabalhado em diferentes campanhas da Federação nos últimos anos. Este ano, por exemplo, a campanha Para Todas as Marias, tema do Outubro Rosa 2015, luta para que as pacientes nesse estágio da doença tenham acesso aos tratamentos mais eficientes para o seu tipo de tumor pelo SUS.
Câncer de mama metastático
Câncer de mama metastático é o câncer de mama que atingiu outros órgãos do corpo, mais frequentemente os ossos, os pulmões, o fígado ou o cérebro. Pode ser descoberto no primeiro diagnóstico ou ocorrer meses ou anos após o tratamento para o câncer de mama em estágios anteriores. O foco do tratamento da doença neste estágio é o controle da doença e a manutenção da qualidade de vida da paciente.
O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente entre as brasileiras, excluindo os casos de câncer de pele não melanoma. São esperados mais de 57 mil novos casos da doença, no Brasil, só em 2015, e cerca de metade dos casos diagnosticados entre as usuárias do SUS já está em estágio avançado, ou seja, já é metastático ou encontra-se no estágio imediatamente anterior.
Uma pesquisa global intitulada de ?Conte-nos, Conheça-nos, Junte-se a Nós? foi realizada no ano de 2013, em 12 países ? incluindo o Brasil ? com mais de 1.200 mulheres com câncer de mama avançado.
O estudo apontou que mais de 60% das brasileiras afirmam que o câncer de mama avançado interfere em seu trabalho de forma a reduzir sua renda e mais de 80% das brasileiras declaram ter sua qualidade de vida comprometida por conta da doença. ?Receber o diagnóstico do câncer de mama é devastador para a mulher, mas na fase metastática o impacto é ainda maior e a urgência por um tratamento eficiente também?, comenta a presidente voluntária da Femama, dra. Maira Caleffi.



