
Os pesquisadores do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (LIKA), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) conquistaram a medalha de prata na iGEM Competition 2014 com um biossensor que faz o diagnóstico precoce do câncer de mama. O desenvolvimento deste dispositivo, que cabe na palma da mão, pode significar a redução da mortalidade por câncer de mama no país, por aumentar as chances de cura de pacientes que passarão a ser diagnosticadas precocemente. O iGEM, que aconteceu em Boston, Estado Unidos, é uma competição mundial criada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) para promover a evolução da biologia sintética.
O evento aconteceu entre os dias 30 de outubro e 3 de novembro e reuniu mais de 3 mil participantes. A equipe pernambucana foi uma das quatro brasileiras a participar da competição que contou com 244 times do mundo na categoria geral e com 39 times na categoria saúde.
A apresentação do biossensor mostrou o funcionamento do robô que trata e prepara a amostra do sangue da paciente para ser colocada no biossensor. Esta foi a primeira competição internacional de genética que o LIKA e o Cesar participam. Na próxima semana, os pesquisadores vão a Brasilia para concorrer a melhor trabalho cientifico para aplicação no SUS.
Como funciona o Biossensor
A biomédica do LIKA, Débora Zanforlin, explica que o diferencial do modelo desenvolvido por eles é a possibilidade de identificar as células de câncer de mama antes mesmo de o tumor se formar. O sistema apresentado pela equipe pernambucana foi desenvolvido com a utilização de técnicas de robótica e uso de componentes biológicos para reconhecimento das células cancerígenas no sangue. “Essas células produzem determinadas substâncias que serão identificadas pelo biossensor”, esclarece.
O biossensor funciona com o auxílio de um robô, desenvolvido pelo Cesar, que trata e prepara a amostra de sangue para o exame. Só depois ela vai para o dispositivo. “No futuro, pretendemos desenvolver um equipamento portátil que possa ser levado a qualquer parte”, revela Filipe Villa Verde, da equipe do Cesar. “A ideia é colocar o sangue direto no biossensor.”
As pesquisa começaram há de dois anos, mas os testes com mulheres só começaram em outubro deste ano, no Hospital Barão de Lucena. Os pesquisadores criaram um hotsite que reúne mais informações sobre o projeto. O Instituto Nacional de Câncer estima que sejam registrados mais de 57 mil novos casos da doença este ano.
Com informações de Jornal do Commercio (PE) em 07/11/2014



