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Especialista fala sobre avanços e políticas públicas brasileiras para o câncer de mama

A Dra. Olopade, consultora do governo dos Estados Unidos para políticas de tratamento do câncer considera inaceitável perder mulheres para o câncer de mama quando podemos salvar as suas vidas. Em visita ao Brasil, a especialista falou ao Jornal Tele Domingo, da emissora RBS TV, do Rio Grande do Sul, sobre problemáticas atuais referentes ao câncer de mama, como a necessidade de investimento em pesquisa sobre a saúde da população brasileira, a importância dos exames genéticos para o diagnóstico da doença e realização de medicina de precisão e o problema da falta de acesso de mulheres metastáticas a tratamentos avançados, todas bandeiras defendidas pela Femama.
 

Sobre o Trastuzumabe, medicamento que há 20 anos está disponível para mulheres com tipos muito agressivos de câncer de mama nos Estados Unidos, porém não disponível em nossa rede pública de saúde para pacientes de câncer de mama metastático, a especialista declara: "O governo brasileiro não financia esse medicamento quando as mulheres tem metástases. Acho que deveríamos reconsiderar isso. Para alguma mulheres usar esse tratamento pode ser a diferença entre a vida e a morte."
 

Ao falar sobre a detecção do câncer de mama, a especialista considera a hipótese de habilitar os agentes comunitários de saúde para a realização do exame clínico nas mulheres em suas casas. Na verdade, esse exame deve ser realizado apenas por médicos ou enfermeiros capacitados. Os agentes de saúde poderiam, no entanto, promover a conscientização sobre a doença. Além disso, não existem estudos que comprovam que o exame clínico pode substituir a mamografia para detecção precoce do câncer de mama em mulheres entre 40 e 49 anos sem aumento da mortalidade pela doença, considerando a realidade de acesso a tratamento do câncer por pacientes no Brasil. Por isso, a mamografia ainda é o método mais confiável para o diagnóstico precoce em nosso país, e deve ser realizada a partir dos 40 anos em mulheres que não apresentam sintomas ou casos da doença na família, ou antes, para mulheres com risco aumentado.


Acompanhe matéria em vídeo do Jornal Tele Domingo com a especialista.

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