
Estudo publicado nesta terça-feira (17) na revista Nature Communications indicou que as mulheres portadoras de uma mutação genética específica apresentam risco maior de morrer de um tipo de câncer de mama. Essa descoberta acenou para a possibilidade de desenvolvimento de medicamentos especialmente para o tratamento dessas mulheres.
Pesquisas anteriores demonstravam que as chances de sobrevivência ao câncer de mama após o tratamento eram, em parte, hereditárias. Suspeitava-se de um envolvimento dos genes no sistema imunológico, mas não estava claro quais seriam.
Agora, os cientistas vinculam uma variação do CCL20 – gene envolvido na resposta imunológica do organismo – a um risco maior de morte em mulheres submetidas a quimioterapia para tratar o chamado câncer com receptor de estrogênio negativo (ER-). O câncer ER- é uma categoria que afeta uma minoria de pacientes e que é mais difícil de tratar que o câncer ER+.
Segundo os resultados do estudo, a descoberta "pode representar metas ideais para tratamentos feitos sob medida e também pode melhorar nossas capacidades atuais de fazer o prognóstico de sintomas".
A equipe usou dados de vários estudos feitos com mais de 2.600 mulheres de diferentes países. Foram analisadas mudanças na codificação de proteínas em mulheres submetidas à quimioterapia para tratar o câncer ER-. A descoberta explicou apenas uma pequena parte da variação associada com a sobrevivência ao câncer de mama e mais mutações precisam ser encontradas para entender completamente a base genética do diagnóstico de ER-, de acordo com os cientistas.
Com informações do portal G1



