
São Paulo, fevereiro de 2014 – No Dia Mundial do Câncer, 04 de fevereiro, a Femama – Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama – realizou o seminário “Derrubando Mitos sobre Câncer”. O evento, aberto ao público e gratuito, contou com a participação de pacientes, familiares, profissionais de saúde e membros do terceiro setor que tiveram acesso a informações fundamentais sobre o câncer, para esclarecer dúvidas e eliminar falsas crenças relacionadas à doença.
O evento aconteceu no Auditório do Hospital Pérola Byington, em São Paulo (SP), e teve exposições de médicos especialistas do Conselho Técnico Científico da Femama e convidados. Mas não foi somente o público de São Paulo que teve acesso às palestras. O evento teve transmissão online ao vivo via plataforma digital da Ulaccam – União Latino-Americana contra o Câncer da Mulher – entidade com representação em sete países da América do Sul, da qual a Femama faz parte.
Entre os destaques, Dra. Maira Caleffi, presidente da Femama, combateu o mito de que “Não há nada a fazer contra o câncer”, enfatizando que muito pode ser feito tanto em nível individual, quanto da comunidade e de políticas públicas. “Fomentar estilos saudáveis de vida e de trabalho influem diretamente na saúde” explica Dra. Maira. “A maioria das mortes causadas por câncer de pulmão estão relacionadas ao consumo de tabaco, assim como a obesidade e consumo de álcool são os principais fatores de aumento de risco de câncer de mama, cólon, útero, esôfago entre outros” complementa Caleffi. Ela ainda abordou que o câncer não é somente um problema de saúde, mas um problema social, de trabalho e de finanças e que deve envolver vários setores para ser combatido efetivamente.
Outro mito abordado foi o de que “Não é necessário falar sobre o câncer” que foi esclarecido pelo Dr. Ricardo Caponero, oncologista, presidente do Conselho Técnico Científico da FEMAMA. Em sua palestra, Dr. Caponero enfatizou a importância de se falar abertamente sobre o câncer para melhorar os resultados de incidência da doença. “O câncer já é uma das principais causas de morte, mas ainda se pode mudar o cenário atual ampliando o acesso à informação” destaca Caponero.
No evento, foi bastante pontuada ainda a questão da existência de políticas públicas de saúde que facilitam o acesso a tratamentos de câncer. Entretanto, tais políticas enfrentam o processo burocrático do Estado, e muitas vezes demoram a chegar aos cidadãos. Algumas vezes, nem chegam.
O Dia Mundial do Câncer foi criado pela UICC – União Internacional para o Controle do Câncer, que trabalha para impedir milhões de mortes evitáveis todos os anos. No seminário da Femama foram abordados os quatro mitos principais definidos pela UICC para a campanha de 2014:
• Mito: Não é necessário falar sobre o câncer
Palestrante: Dr. Ricardo Caponero, Presidente do Conselho Técnico Científico da FEMAMA
• Mito: Não há sinais nem sintomas de câncer
Palestrante: Dr. José Getulio Segalla, Oncologista, Membro do Conselho Técnico Científico da FEMAMA
• Mito: Não há nada a fazer contra o câncer
Palestrante: Dra. Maira Caleffi, Mastologista, Presidente da FEMAMA
• Mito: Não tenho direito a receber os cuidados de saúde contra o câncer
Dr. Gabriel Faria Oliveira, Defensor Público Federal
Além disso, foram apresentados dados sobre câncer de mama e de colo de útero pela Dra. Maria Beatriz Kneipp Dias, Gerente CONPREV / INCA, e o depoimento do Sr. José Cruz, paciente de câncer de laringe. Ao final estabeleceu-se um debate entre os especialistas, que responderam perguntas dos participantes.
Sobre a Femama
A Femama – Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama – é uma associação civil, sem fins econômicos, que busca reduzir os índices de mortalidade por câncer de mama no Brasil. Presente na maioria dos estados brasileiros por meio de ONGs associadas, atua na articulação de uma agenda nacional única para influenciar a formulação de políticas públicas de atenção à saúde da mama. Entre suas conquistas estão o 1º Prêmio Excelência Latina concedido à Femama pela American Câncer Society (ACS), a implementação do Outubro Rosa no Brasil, as Caminhadas das Vitoriosas, a articulação para aprovação da Lei 12.732/12 que determina que o tratamento de pacientes diagnosticados com câncer seja iniciado pelo SUS em até 60 dias, o apoio à aprovação da Lei 11.664 que regulamenta a mamografia a partir dos 40 anos pelo SUS, as campanhas de Conscientização e os projetos de fortalecimento das organizações filantrópicas associadas.



