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As 3 perguntas que podem salvar você do câncer de mama

No mês de outubro, inúmeras ações de entidades, empresas e ONGs lembram a importância dos exames para detecção do câncer de mama, doença que mata pelo menos 66 mil mulheres todos os anos, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Afinal, o câncer de mama é o tipo mais comum da doença entre as mulheres, exceto aqueles de pele.

Para a Femama (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), no entanto, as ações pedindo acesso rápido e tratamento adequado para as mulheres são feitas o ano todo.

“Quem tem câncer não pode esperar. Temos várias leis e portarias junto ao governo federal, como a destinação de verbas para Estados e municípios realizarem o rastreamento por meio de mamografias, já que, no ano passado, por causa da pandemia, o número de exames caiu bastante, o que pode elevar os casos diagnosticados da doença”, diz a médica Maira Caleffi, chefe do setor de Mastologia do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, e presidente voluntária da Femama.

Atualmente, a entidade está envolvida na luta pelo acesso de mulheres a partir dos 40 anos a mamografias e ao teste genético para quem tem histórico familiar, entre outras reivindicações.

Mesmo com todas essas atividades, a Femama não deixa de comemorar o Outubro Rosa e, este ano, está com a campanha “Três perguntas que salvam”. A Bússola conversou com a médica para entender mais.

Bússola: Por que a Femama escolheu essas três perguntas para a campanha? Na campanha as perguntas são: você já fez a sua mamografia este ano? Você tem controlado seu peso? Você pratica atividades físicas regularmente?

Maira Caleffi: A ideia surgiu em 2020, com a campanha Três Perguntas Que Salvam. Com apenas três questões sobre diagnóstico precoce e fatores de risco, mostramos que poderíamos salvar uma vida. Em 2021, a campanha volta com um novo olhar sobre o câncer de mama no Brasil pandêmico. Sabendo que quanto mais rápido o câncer de mama é diagnosticado e tratado, maiores são as chances de cura, com tratamentos menos invasivos, as três perguntas podem evitar o surgimento de números de casos avançados de câncer de mama no Brasil pandêmico.

Bússola: Quais as políticas públicas mais urgentes para o combate do câncer de mama? 

Maira Caleffi: São inúmeras, mas eu destaco estes três:

O Projeto de Lei 265/20 para obrigar o Sistema Único de Saúde (SUS) a oferecer gratuitamente a mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou de ovário o exame de detecção de mutação nos genes BRCA1 e BRCA2. Estudos apontam que mutações nesses genes elevam em até 80% o risco de o paciente desenvolver câncer de mama ou de ovário. Os testes são fundamentais para melhor direcionar os tratamentos, evitando o sofrimento das mulheres e os custos financeiros.

Ampliar o acesso das mulheres, a partir dos 40 anos, no âmbito do SUS, aos exames mamográficos, independentemente de pedido médico. Em todo o mundo, e também no Brasil, o câncer de mama está atingindo mulheres abaixo dos 50 anos e é preciso ampliar a faixa etária das mulheres nos exames para oferecer tratamento nos estágios iniciais do câncer, situação em que há maiores chances de cura.

Fazer valer as Lei dos 60 e dos 30 dias (Lei 13.896/19). Essa lei estabelece prazo máximo de 30 dias entre a solicitação e a realização dos exames, e máximo de 60 dias entre a confirmação de câncer e o início do tratamento. A lei é de 2019, mas ainda são necessárias muitas mudanças no SUS para que os prazos sejam cumpridos. E quem tem câncer, tem pressa.

Bússola: Como a sociedade pode e deve acompanhar e monitorar os serviços de saúde tanto no âmbito público quanto no privado?

Maira Caleffi: Deve se organizar em associações e lutar coletivamente. Há muitas associações de pacientes espalhadas pelo Brasil, mais de 70 fazem parte da Rede Femama, o que é muito importante para avançar na luta dos direitos aos pacientes oncológicos

Procure a ONG da sua cidade voltada para os pacientes com câncer, apoie, participe, dê sua contribuição. Todas as políticas públicas de saúde que temos atualmente são fruto das lutas dos cidadãos e cidadãs que, desde a criação do SUS, em 1990, vêm construindo um patamar de atendimento que, por sua vez, influencia os serviços de saúde privada. Há vários instrumentos de participação (como as audiências públicas) e também de denúncia: a ouvidoria do SUS e o Disque Saúde, telefone 136.

Fonte: Exame

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