
No Dia Mundial do Câncer (04/02/16), foi lançada na Internet uma campanha global para reduzir as disparidades nos resultados de câncer de mama para 2,5 milhões de mulheres até 2025. Chamada de Iniciativa Câncer de Mama 2.5 (BCI2.5, sigla de Breast Cancer Initiative 2.5, em inglês), a campanha representa um novo compromisso para unir a comunidade global da luta contra o câncer de mama por um objetivo comum e tornar a saúde da mama uma prioridade global. Para dar início à campanha no Dia Mundial do Câncer, a BCI2.5 lançou um site, www.bci25.org, que servirá como uma plataforma e como um recurso para os formuladores de políticas, médicos e defensores da saúde no mundo todo.
O câncer de mama é o câncer mais prevalente em mulheres em todo o mundo. As estimativas sugerem que 5,8 milhões de mulheres morrerão de câncer de mama até 2025, sendo que grande parte dessas mortes ocorrerão em locais com poucos recursos ao redor do mundo. “Um progresso incrível vem sendo feito contra o câncer de mama no mundo ocidental”, admitiu a médica Judy Salerno, presidente e CEO da organização Susan G. Komen®, “mas essas conquistas não foram alcançadas em muitos países com poucos recursos onde o câncer de mama ainda carrega um estigma e onde os recursos para tratá-lo são escassos. Toda a comunidade da luta contra o câncer de mama deve colaborar e utilizar a experiência coletiva para desenvolver e implementar soluções que salvarão vidas.”
A iniciativa teve início como um chamamento à ação, em 2014, com o apoio da Sociedade Americana do Câncer (ACS), da organização Susan G. Komen® e da União Internacional de Controle do Câncer (UICC). “Mulheres em países de baixa e média renda merecem ter acesso à detecção precoce do câncer de mama e a serviços de tratamento que podem salvar suas vidas,” disse a Embaixatriz Sally G. Cowal, vice-presidente sênior de saúde global na Sociedade Americana do Câncer: “Somente trabalhando em conjunto com nossos colegas globais nós poderemos reduzir as disparidades e salvar as vidas que podemos – e devemos –salvar. A Sociedade Americana do Câncer orgulha-se de ser parceira desta iniciativa.”
Desde o compromisso inicial, a BCI2.5 vem buscando parceiros em todo o mundo, avaliando necessidades, identificando prioridades, definindo uma estratégia e desenvolvendo ferramentas para alcançar esse objetivo. “Mapear os pontos fortes e fracos globais nos ajudará a nos concentrar em soluções mais eficientes e inovadoras a fim de superar as disparidades no acesso dos pacientes com câncer da mama ao diagnóstico e ao tratamento. Nós só podemos fazer isso com a BCI2.5,” disse a integrante da diretoria da UICC e presidente voluntária da FEMAMA no Brasil, Dra. Maira Caleffi. A BCI2.5 não está apenas buscando parceiros de todo o mundo para tornar o câncer de mama uma prioridade global; a campanha também está utilizando os conhecimentos da Seattle Cancer Care Alliance, da Universidade de Washington, do centro Fred Hutch e de outras organizações de saúde locais e globais, visto que a sua secretaria — as funções administrativas da coalizão global — tem sede em Seattle, Washington, um centro para inovação mundial em saúde.
“O mundo precisa de um plano de sucesso para melhorar os resultados do câncer de mama. É complicado, mas possível. A BCI2.5 pode fornecer essa estrutura para ajudar a garantir que as decisões certas sejam tomadas no lugar certo”, disse o Dr. Benjamin O. Anderson, diretor da clínica de saúde da mama na Seattle Cancer Care Alliance em Seattle, Washington, e copresidente da secretaria da BCI2.5.
“Nós temos estratégias claras para a prevenção, detecção e tratamento do câncer do colo uterino”, disse a Dra. Julie Gralow, diretora de oncologia da mama na Seattle Cancer Care Alliance e copresidente da secretaria da BCI2.5. “Podemos esperar ver reduções no impacto da doença, mas não temos a mesma clareza para o câncer de mama. É claro que o câncer de mama está prestes a tornar-se um problema cada vez maior para as mulheres em países com baixos e médios recursos. Precisamos de métricas, modelos e estratégias para ajudar os ministérios da saúde a decidir como tratar o câncer de mama.”
As taxas de letalidade mais elevadas de câncer de mama em ambientes de baixa renda têm sido atribuídas à falta de conscientização sobre os benefícios da detecção e do tratamento precoce, ao diagnóstico tardio, e ao acesso limitado a cuidados adequados. “Ao longo das últimas décadas, temos feito grandes progressos no tratamento do câncer. Para aqueles de nós que praticam medicina em ambientes com poucos recursos, no entanto, essas conquistas representam esperança para o futuro, mas não são nossa realidade atual. Portanto, iniciativas como a BCI2.5 são fundamentais em nossa luta contra o câncer de mama em países de baixa e média renda. Esperamos que, com a participação de múltiplos interessados e com a transferência de técnicas paralelamente ao desenvolvimento de formas inovadoras e culturalmente sensíveis de tratar a doença, nós possamos começar a fechar essa lacuna muito em breve”, expressou o Dr. Gilberto de Lima Lopes, Jr., diretor médico e científico do Grupo Oncoclínicas no Brasil.
Para reduzir essa disparidade global nos resultados do câncer de mama para 2,5 milhões de mulheres até 2025, a BCI2.5 está explorando maneiras inovadoras de implantar estratégias baseadas em evidências que tenham custos acessíveis, sejam adequadas, aceitáveis e viáveis. Um elemento fundamental desta iniciativa é identificar, documentar e promover a disseminação de abordagens novas e inovadoras em relação à oferta de cuidados para a saúde da mama desenvolvidas em ambientes com poucos recursos. Isto exige um esforço de colaboração baseado na experiência coletiva e nos recursos de indivíduos e instituições envolvidos no tratamento do câncer de mama.
“Na qualidade de agente na luta contra o câncer de mama em países de baixa e média renda, onde os pacientes e a população ainda tentam superar o estigma, a falta de conscientização sobre a importância da detecção e tratamento precoces, a falta de serviços de apoio, e a falta de comprometimento do governo em relação ao controle do câncer, a BCI2.5 é vital em nossos esforços para fechar a lacuna da informação entre pacientes, prestadores, médicos, formuladores de políticas e destinação de recursos. A estratégia de envolvimento multidisciplinar é uma ferramenta poderosa para capacitar os agentes na luta contra o câncer de mama nesta parte do mundo a desenvolver soluções inovadoras para reduzir as disparidades nos resultados de câncer de mama para 2,5 milhões de mulheres até 2025,” disse Gertrude Nakigudde, diretora executiva da Organização de Apoio ao Câncer Feminino em Uganda (UWOCASO).
A estratégia da BCI2.5 consiste nos seguintes componentes: (1) assistência para conscientizar e formar relacionamentos com organizações, instituições e países parceiros; (2) desenvolver e testar ferramentas de análise, avaliação e implementação; (3) acompanhamento dos resultados através de um Mapa Global de Análise de Saúde da Mama (GloBAM); (4) análise da situação dos sistemas de saúde da mama existentes e em desenvolvimento; (5) fóruns e planos de ação; (6) cursos sobre a BCI2.5; e (7) assistência técnica e implementação de pesquisas científicas para melhorar a prestação de serviços de cuidados à saúde da mama em todos os pontos da cadeia de tratamento do câncer.
Organizações Fundadoras: American Cancer Society, Susan G. Komen®, Union for International Cancer Control (UICC), Breast Health Global Initiative, Fred Hutch, Harvard Global Equity Initiative, National Cancer Institute Center for Global Health, Norwegian Cancer Society, Pan American Health Organization (PAHO), Women's Empowerment Cancer Advocacy Network (WE CAN).
Mais informações estão disponíveis em:
• Site: www.bci25.org
• Facebook: facebook.com/BCI2.5
• Twitter: @bci2_5
Contate: Allison Dvaladze, dvaladze@uw.edu



