
A saúde aparece como o problema mais citado pelos eleitores de 25 estados e do Distrito Federal, segundo pesquisas realizadas pelo Ibope neste mês de agosto.
Mesmo se considerada a margem de erro (de 3 pontos percentuais para mais ou para menos), a saúde fica com o 1º lugar em número de menções em todos os locais pesquisados. Apenas em Minas Gerais ainda não foi divulgada uma pesquisa Ibope após o registro dos candidatos nas eleições deste ano.
Numericamente, ao menos 70% dos eleitores declaram a saúde como uma das três áreas que a população dos estados enfrentam maiores problemas, exceto em Alagoas, onde ela é citada por 69% dos entrevistados. O maior índice é verificado no Rio Grande do Norte (89%), seguido de Distrito Federal (87%), Rondônia (84%) e Amazonas (83%).
Em suas pesquisas, o Ibope apresentou uma lista de áreas e pediu que os eleitores elencassem as três em que o estado estivesse enfrentando os maiores problemas. As áreas listadas foram:
– agricultura
– assistência social
– corrupção
– drogas
– educação
– energia elétrica
– estradas/rodovias
– funcionalismo público
– geração de empregos
– habitação/moradia
– imposto e taxas
– lazer e cultura
– meio ambiente
– saneamento básico/água e esgoto
– saúde
– segurança pública
– transporte/mobilidade
– turismo
Além das opções, os eleitores podiam responder "nenhuma destas", dizer que não sabiam ou não responderem.
As outras duas áreas mais apontadas foram educação e segurança pública, sempre com uma diferença maior que a margem de erro para as demais, exceto em um estado. Em Santa Catarina, o 4º tema mais citado (corrupção, 30%) empata na margem de erro com o 3º (segurança pública, 35%).
Nas eleições de 2016, saúde também foi o problema mais mencionado em todas capitais brasileiras. Veja as três principais preocupações citadas em cada estado e o respectivo percentual:
Acre
– saúde: 79%
– segurança pública: 66%
– educação: 42%
Alagoas
– saúde: 69%
– segurança pública: 46%
– educação: 44%
Amapá
– saúde: 81%
– segurança pública: 52%
– educação: 43%
Amazonas
– saúde: 83%
– segurança pública: 63%
– educação: 45%
Bahia
– saúde: 79%
– educação: 48%
– segurança pública: 47%
Ceará
– saúde: 73%
– segurança pública: 54%
– educação: 40%
Distrito Federal
– saúde: 87%
– segurança pública: 61%
– educação: 55%
Espírito Santo
– saúde: 76%
– segurança pública: 52%
– educação: 45%
Goiás
– saúde: 79%
– segurança pública: 57%
– educação: 46%
Maranhão
– saúde: 81%
– educação: 48%
– segurança pública: 43%
Mato Grosso
– saúde: 81%
– educação: 48%
– segurança pública: 38%
Mato Grosso do Sul
– saúde: 76%
– segurança pública: 40%
– educação: 39%
Pará
– saúde: 72%
– segurança pública: 49%
– educação: 48%
Paraíba
– saúde: 72%
– segurança pública: 51%
– educação: 40%
Paraná
– saúde: 73%
– educação: 46%
– segurança pública: 42%
Pernambuco
– saúde: 74%
– segurança pública: 53%
– educação: 43%
Piauí
– saúde: 71%
– educação: 51%
– segurança pública: 46%
Rio de Janeiro
– saúde: 82%
– segurança pública: 63%
– educação: 55%
Rio Grande do Norte
– saúde: 89%
– segurança pública: 80%
– educação: 55%
Rio Grande do Sul
– saúde: 79%
segurança pública: 59%
– educação: 49%
Rondônia
– saúde: 84%
– educação: 51%
– segurança pública: 40%
Roraima
– saúde: 81%
– segurança pública: 58%
– educação: 50%
Santa Catarina
– saúde: 72%
– educação: 50%
– segurança pública: 35%
São Paulo
– saúde: 70%
– educação: 46%
– segurança pública: 45%
Sergipe
– saúde: 78%
– segurança pública: 59%
– educação: 46%
Tocantins
– saúde: 79%
– educação: 43%
– segurança pública: 43%
Fonte: G1, 26/08/2018



